Palestra Roger Odin, terça, 18 horas, ECO/UFRJ com tradução

Conferência de Roger Odin, organizada pela ECO-Pós/UFRJ, que acontece no dia 22 de maio, às 18h, no auditório do CFCH, na Praia Vermelha.

Tradução: Ieda Tucherman (excelente!)

Org: Consuelo Lins, Kênia Freitas, Daniel Fonsêca

Roger Odin

Dia 22/5 (terça-feira), às 18h, no auditório do CFCH, no campus da Praia Vermelha da UFRJ.

Cinema e telefone celular: elogio do cinema p

"Atualmente, o digital está no centro de todas as discussões sobre o cinema, mas o que me surpreende em todos esses debates é que eles concedem pouco espaço a um fenômeno que me parece, entretanto, de uma grande importância devido às consequências que ele induz: a possibilidade, de agora em diante, introduzida na grande maioria dos telefones celulares, de ver filmes e de filmar (hoje, 77% dos celulares são equipados com um aplicativo de vídeo).

A conferência será essencialmente centrada na realização de filmes feitos com/em celular. Depois de demonstrar a importância do fenômeno (um fenômeno mundial que não diz respeito apenas à produção de curtas-metragens; também existem longas gravados com celular), mostrarei em que essa nova ferramenta pode ser um notável estimulador da criatividade, a ponto de podermos falar de um novo cinema: o cinema p (um cinema que leva em consideração o fato de ser realizado com/em celular). Durante a apresentação, trechos de filmes serão projetados."

Mini CV

Roger Odin, professor emérito de Ciências da Informação e Comunicação na Universidade Paris – Sorbonne Nouvelle, onde dirigiu o Instituto de Pesquisa em Cinema e Audiovisual durante 20 anos (de 1983 a 2003). Teórico do campo da semio-pragmática (Cinéma et production de sens, A. Colin, 1990; De la fiction, De Boeck, 2000; e Les espaces de communication, PUG, 2011), dedica-se: ao cinema documentário (L’âge d’or du cinéma documentaire: Europe années 50, 2 volumes, L’Harmattan, 1997), às produções amadoras (Le film de famille, Méridiens-Klincksieck, 1995; “Le cinéma en amateur”, Communicationsn° 68, Seuil, 1999), às relações entre “Cidade e cinema” (sendo membro do comitê diretor do Laboratório de pesquisa MSH, em Paris 3, sobre esse tema) e, mais recentemente, às relações entre cinema e telefone celular (dirigindo a publicação “Il cinema nell’epoca del videofonino”, Bianco et Nero n° 568, 2011).

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